13 - Nossas Vidas

 

As nossas vidas têm sido cheias de acertos e desacerto,

ainda assim, temos procurado acertar.

Tanto do que temos conseguido,                                                                                                              como  das nossas derrotas sofridas,                                                                                                      deixou-nos uma lição aprendida.

Os obstáculos que encontramos,

foram muitos, desde o início de nossas vidas.

 

A vida não nos deu descanso,

colocou em nossas mãos a imperiosa tarefa

de cuidarmos de semelhante nosso,

pois se fazia necessário e assim foi  feito,

com muito amor.

 

 Não era, tão somente, esse o nosso  único afazer,

pois tínhamos que trabalhar fora de casa,

para adquirir os subsídios para suster as nossas

necessidades básicas de sobrevivência e ainda,

a responsabilidade de cuidar da educação dos nossos filhos.

 

Neste particular,  de educar os nossos filhos,

tivemos bastante cuidado e dedicação,

proporcionando-os viver em um lar, embora humilde,

mais harmonioso, composto de responsabilidade,

respeito e exemplos de pontualidade.

 

Ainda assim, sabemos que falhamos,

mas temos certeza que procuramos acertar,

principalmente, quanto a moral e a ética.

 

O que fizemos, foi apenas,

para proporcionar aos nossos filhos crescessem

num ambiente saudável, com muito amor,

onde prevalecessem, consequentemente,

o respeito pelos seus semelhantes, o altruísmo e a fidelidade.

 

No entanto, o que deixamos de fazer,

não teve o propósito de prejudicá-los,

mas se isso veio ou vier causá-los sofrimento,

certamente, será, também, o nosso sofrimento.

 

A vida, apesar de tudo,

não foi e nem tem sido ingrata conosco,

muitas vezes, nós é que fomos ingratos com ela.

 

As dificuldades, os problemas não se acabaram,

estão presentes em nossas vidas,

como estão em todas as vidas humanas deste planeta,

mas certamente, não são maiores que a força intrínseca,

em nós mesmos,  de superá-los sem medo e desespero,

esses entraves da vida, que acabam nos dando vida.

 

Os dias áureos de nossas vidas telúricas,

onde a vitalidade e a juventude física, como ponto cruciante,

vai se esvaindo, no entanto, não tem  nos deixados vazios,

bem como em pedaços, mas sim, as próprias experiências,

vivenciadas nesse nosso dia-a-dia,

que revigora  às nossas essências,

equilibrando-as como vidas eternas.

 

Somos o que somos, porque procuramos ser...

Ninguém pode ser o que não é...

 

Diante de tudo por tudo que à vida nos envolveu,

não culpamos ninguém pelas nossas derrotas, portanto,

pelos nossos sofrimentos e nem contamos glórias

pelas nossas vitórias, pois somos e temos o que merecemos.

 

Acreditamos que a vida está exposta a etapas de vida,

que vivemos essas fases nas oportunidades certas e

nas condições, exatamente, que precisamos para viver.

 

Aqui tudo tem passado, presente e futuro e

as nossas vidas tem passado e passado,

que ora vivemos no presente, com reflexo do passado e

de expectativas do futuro.

Porém, essas condições sejam, talvez,

o que precisamos  para mudarmos, de forma que,

na medida que crescemos, o passado e

o futuro deixam de ser tão significativos em nossas vidas,

pois se tornam pequenos diante de nosso presente tão grande.

 

Sabemos que não vivemos nesse nível de consciência,

o meio, ainda, influencia demasiadamente em nossas vidas,

assim sendo, somos, de certa forma, escravos dos nossos passados e

dificultando o nosso presente,

mas sem deixar buscar a liberdade perene,

que para  isso lutamos e vivemos.

 

Finalmente, agradecemos, apesar de tudo,

o tudo que temos e que somos e

pedimos a Sabedoria Infinita que nos dê a capacidade

de transformar a morte de nossos corpos na vida de nossas almas,

pois sabemos que morremos a cada dia neste planeta do tempo,

para renascermos no mundo do mundo.

 

 

João C. de Vasconcelos