6 - Mundo Incerto
Somos, hoje, o que poucas vezes ou nunca procuramos saber,
porque somos.
Certamente, sempre ou quase sempre,
aceitamos o que nos disseram, sem sequer,
verificar à sua procedência, se realmente procede.
Somos e fomos envolvidos por correntes de pensamentos,
que com o decorrer do tempo acabaram se tornando padrões,
por falta de questionamento e oposição.
Tais padrões criados inteligentemente,
por razões particulares para vir satisfazer interesses próprios,
muitos deles excêntricos e até imorais,
são reflexos de mentes doentias, sem sabedoria,
portanto, sem escrúpulos, que espalham desequilíbrios,
que podem gerar doenças e sofrimentos,
induzidos na forma aparente de moralidade e de modernidade.
Padrões são às antíteses da criatividade,
portanto, arquétipos que ocupam espaços, travando, de certa maneira,
pouco ou muito, as edificações de novas criações da engenharia do bem.
Somos, diante das artimanhas da inteligência vítimas,
das vítimas dos descontroles mentais,
que se acham com todo poder, de poder mudar os outros,
segundo as suas vontades descabidas,
aos seus perfis deformados, porém disfarçados.
Somos vítimas, também, vale ressaltar, principalmente, de nós mesmos,
por aceitar, conscientemente ou inconscientemente,
essas correntes de pensamentos,
sem que elas passem pelo crivo de nossos julgamentos íntimos ou internos,
por onde e de onde fluem as verdadeiras e equilibradas respostas,
que precisamos para não sermos atingimos da forma que temos sido.
Não devemos aceitar como temos aceitado as agressões que chegam e
entram nos nossos lares, de formas sorrateiras,
disfarçadas de quem vem nos distrair ou nos ajudar,
num colorido que prende as nossas atenções, com diálogos empolgantes,
quando verdadeiramente são como lobos vestidos de cordeiros,
que podem acabar com as nossas famílias.
Escutamos muitas vezes, muitos dizerem:
...não podemos fazer nada, os tempos mudaram...
Não podemos acreditar no que dizem, pois o tempo não mudou,
nesse sentido, nós que mudamos, ou melhor, deixamos nos mudar,
aceitando, de forma permitir as facilidades,
oriundas de um mundo de banalidades,
sobreporem as verdadeiras e sagradas leis da moralidade e da ética,
que sempre nortearam todas as famílias,
portanto, todos os lares a se manterem num perfeito equilíbrio,
por conseguinte, em harmonia, predominando o respeito mútuo
e sobretudo o amor.
Finalmente não adianta tão somente querer, mas também, fazer,
contribuir e principalmente ser, na mais sincera e
exata vontade de levar a todos os outros que convivemos nos nossos dia-a-dia,
o exemplo de fidelidade, integridade, sinceridade, lealdade, amizade
e de solidariedade.
João C. de Vasconcelos