108 - Teatro

Abrem-se as cortinas,
O espetáculo começa,
Com uma luz matutina,
Que anuncia um novo dia
Na representação da peça.

Começa a apresentação,
Antes, bem ensaiada,
Cada qual tem a função,
De desempenhar o papel,
De forma mais adequada.

Discorrem, placidamente, os dias,
Os artistas sentem o que faz,
Todo o mundo rir de alegria,
Por tudo está sendo feito
Com muito amor e paz.

A vida se resplandece,
Numa explosão de amor,
Onde tudo flui e cresce,
Os artistas mostram na peça,
O que o Alto lhes ensinou.

Há tantos outros teatros,
Com apresentações distorcidas,
Mostram no anverso, belos retratos,
No verso, riscos e incrustações,
De idéias sujas e apodrecidas.

Palcos, luxuosamente montados,
Artistas, os mais famosos,
Quadros, minuciosamente estudados,
Para atingir o que querem,
Numa encenação enganosa.

Peças de bons autores,
De privilegiada inteligência,
Com estratagemas de doutores,
Que desvirtuam a visão,
Sem dó, sem leniência.

Peças que irradiam maldade,
Com técnica avançada, mas imorais,
Fere toda nossa dignidade,
Alterando padrões e conceitos,
Como se fossem normais.

Autores que não amam a verdade,
Artistas que querem ganhar fama,
Criando um mundo de irrealidade,
Juntos representam a farsa,
No meio de tanta lama.

Os reis da comunicação,
Mostram-se toda formosura,
Trabalham com a emoção,
Ferindo a parte mais sagrada,
Sem limites e censura.

O globo gira fora de fuso,
Portanto, todo excêntrico,
Numa rotação de abuso,
Num sentido invertido,   
Deixa buracos no chão...

 

 

João C. de Vasconcelos


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