85- Preso da Vida

 

Não adianta a prisão,

Quem a tantos, prendeu,

Dando vida de cão,

Fazendo pobres plebeus.

 

Sem vida, sem esperança,

Sem valor, sem igualdade,

Sem acreditar, sem confiança,

Sem direitos, sem equidade.

 

Sem justiça, desamparados,

No submundo, dos nobres,

Tudo deles são tirados,

Tornando-os sub-raça de pobres.

 

Ó poder desmedido!

Nos corações cruéis,

Deformados, sem ouvidos,

Do mundo negro, são fiéis.

 

Abusam de tanta gente,

Na certeza da impunidade,

Pois, são eles os dirigentes

E donos da sociedade.

 

Ó cegos desalmados,

Só enxergam quem tem,

Teus seres estão furados,

Não se curam com vinténs.

 

Para aonde querem ir,

Cegos, que guiam cegos?

Hoje, divertem-se e rir,

Da desgraça de seus egos.

 

Pobres sofrem por nada ter,

O mundo tudo o negou,

A justiça faz que não ver,

O que deles, o poder levou.

 

Ninguém pode tirar,

Os valores da felicidade,

Só boas ações podem dar,

As riquezas da dignidade.

 

Lutemos meu povo!

Por um mundo melhor,

Criemos um mundo novo,   

Sem temer o pior.

 

Os ilícitos da terra,

Tem prisão decretada,

A Natureza nunca erra,

Não tem prisão relaxada.

 

João C. de Vasconcelos


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