115 - Veneno
O ódio é um terrível veneno,
Lentamente vai te matando,
Cego de alma, não estar vendo,
Pisa em minado terreno.
Quem pra si vive olhando,
Pisa, certamente, onde não ver,
Esquece, no chão pode ter,
Alguém, dele precisando.
É um morto, em pé, andando,
Num mundo cheio de ilusão,
Sem luz, nessa escuridão,
Não acorda, vive sonhando.
Não se deixe, dessa forma, morrer,
Livre-se desse, amargo, sentimento,
Ore e vigie seus pensamentos,
Mude, acerte-se, faça por merecer.
Viver, foi pra isso, foi criado,
Não perca essa oportunidade,
No bem reside a felicidade,
Ele está perto, ao seu lado.
Deixe tudo onde possa alcançar,
Não queira o que não pode ter,
Nem enxergar o que não pode ver,
Nem correr, quando tem que andar.
Seja, apenas, simples e verdadeiro,
Amando todos e também a vida,
A terra é somente guarida,
Nessa estadia, somos passageiros.
Viva a vida, ela merece,
É tudo de bom que temos,
De joelho, ao Céu, oremos,
Viver, ao Pai, se agradece.
João C. de Vasconcelos (2011)