77 - Papel Amigo

   

Ó papel, meu amigo!

Tanto tem me ouvido!

Escuta o que digo,

Meu sorriso e gemido.

 

És o mesmo de outrora,

Limpo e tão receptivo,

Pronto a qualquer hora,

Aceitar os meus motivos.

 

Guardas meus segredos,

Mudo, és para o mundo,

Minhas alegrias e medos,

De jeito muito profundo.

 

Agradeço à oportunidade,

Contar contigo, assim,

Tua dedicação e amizade,

Sem nada exigir de mim.

 

Nas minhas amarguras,

Escuta-me como preciso,

Sem vidro, sem moldura...,

Sem aspereza, sem friso...

 

És tu, porém eu,

Está em ti o que sou,

Sei que não sofreu,

Por tudo que escutou.

 

Se alguém vier saber,

O que só a ti, confiei,

Foi para o bem do ser,

Que ao mundo divulguei.

 

João C. de Vasconcelos


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